Sejam bem vindos ao site da Semana do Magistério (2010) do Derville Allegretti.

Este site tem como objetivo informar o público interessado no evento que se realizou em Novembro de 2010.

O tema do evento foi “África, em busca de nossas origens”, sendo o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dos alunos de magistério da EMEFM Prof Derville Allegretti.

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Calau-africano

Ordem: Bucerotiforme
Família: Bucerotidae
Nome popular: Calau-africano
Nome em inglês: Abyssinian ground-hornbill
Nome científico: Bucorvus abyssinicus
Distribuição geográfica: África
Habitat: Savanas e estepes áridas
Hábitos alimentares: Onívoro
Reprodução: 1 ovo é incubado durante 43 dias
Período de vida: 30 anos
 
Exemplos de bicos observados no grupo


Embora vivam em continentes diferentes e não possuam nenhum parentesco próximo, o calau-africano é freqüentemente confundido com os tucanos, aves brasileiras da família dos Ramphastídeos.

Para alguns, a única diferença é que os calaus costumam ser maiores e muitos apresentam uma espécie de “capacete” sobre o bico, cuja finalidade, já que nos machos ele é maior que nas fêmeas, provavelmente é a de atrativo sexual. Também pode ser útil como câmara de ressonância para as longas vocalizações que realiza ou um ponto de equilíbrio para o enorme bico. Aliás, são as únicas aves onde duas das vértebras do pescoço são fundidas em uma única estrutura, para que possam agüentar o peso que carregam.

O que acontece é que estas aves desenvolveram aquilo que os cientistas chamam de “evolução convergente”: necessidades iguais de forma e comportamento acabam por tornar muito parecidos dois tipos de aves que originalmente não tinham nenhuma semelhança. Tanto o tucano como o calau são aves que vivem principalmente de frutas, insetos e pequenos vertebrados, que habitam copas de árvores e nestas costumam andar aos saltos, em regiões florestais.

A diferença é que os Ramphastídeos (tucanos), com aproximadamente 40 espécies, vivem assim na América do sul, enquanto os calaus vivem quase que do mesmo jeito na África e Ásia, com 54 espécies. Até mesmo sua forma de nidificação é parecida, com ninhos feitos em ocos de árvores. O número de ovos dos calaus menores também é igual ao dos tucanos, 2 a 4.
 
O calau-africano é uma das maiores espécies de calau, e nenhum tucano chega perto do seu tamanho, que é de até um metro, e peso de aproximadamente quatro quilos. Diferentemente de outros calaus, ele costuma colocar apenas um ovo, e a fêmea não fica restrita ao ninho durante a incubação. Sua dieta também é diferente, se alimentando mais de pequenos animais do que de frutas na natureza.

Texto de Ricardo Avari
Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pinguins Africanos

 Pinguins em pleno continente africano só pode ser coisa de cinema,não é mesmo?

Pois fique sabendo que na costa sudoeste da África habitam os pinguins africanos, espécie considerada "vulnerável" na lista de risco de extinção. 


 Os pinguins africanos habitam o litoral de alguns países no sudoeste do continente, onde o inverno é rigoroso, como por exemplo na África do Sul.

Seu nome cientifico é Spheniscus demersus. Spheniscus é o diminutivo da palavra grega spen, que se refere ao formato triangular de seu corpo quando nada, enquanto que demersus é uma palavra latina que significa mergulho.


 

O pinguim africano tem cerca de 68 centímetros de altura e pesa de 2 a 4 kg. O macho da espécie geralmente é um pouco maior do que a fêmea e o filhote costuma ser diferente por possuir penas na cor azul-cinzento. Apesar de os filhotes serem muito parecidos, nenhum se perde dos pais, pois cada pingüim tem uma voz diferente; os pais podem encontrar seus bebês entre centenas, apenas pelo som de suas vozes. 


 Os pinguins não sabem reconhecer o sexo pela aparência, por isso usam de um artifício para encontrar sua companheira. Levam uma pequena pedra no bico e jogam em frente a outro pingüim que esteja sozinho.
Se for macho, quem jogou a pedra leva uma grande e agressiva bicada. Se for fêmea e mostrar indiferença é porque é comprometida ou ainda não está preparada para o acasalamento. Mas, se recebe uma reverência é porque encontrou sua companheira. O macho, então, faz também uma reverência e o par estica o pescoço para selar sua união. Aproximadamente 80 a 90% dos casais permanecem juntos, alguns até por 10 anos, só acontecendo a separação no caso de má reprodução. Por serem monogâmicos (único parceiro sexual durante toda a vida), o mesmo casal geralmente retorna ao mesmo local de seu primeiro ninho, a cada ano. Vivem em colônias lotadas de pinguins, mas cada um tem seu próprio ninho, que é preparado em conjunto pelo casal, pode ser cavado no chão ou colocado entre pedras. 

 Os pinguins africanos vivem de 30 a 35 anos.
Curiosidade: Pinguim é uma ave que não voa, mas é excelente nadadora. Pode nadar a uma velocidade de 7 quilômetros por hora e se mantém submerso até 2 minutos. Quando na caça de presas, o pingüim Africano pode alcançar a velocidade máxima de perto de 20 km / h.


Após terem sido vítimas de derramamento de óleo na costa da Namíbia, país vizinho, os animais receberam cuidados da Fundação Sul-Africana de Conservação de Aves Litorâneas e tiveram o peito pintado. A tinta facilita a identificação dos animais em trabalho de monitoramento.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Madagascar

  Madagascar é uma ilha localizada no oceano Índico, na costa leste da África. Madagascar é a quarta maior ilha do mundo. A ilha foi separada do resto do continente africano há mais de 150 milhões de anos e por isso a maiorias das plantas e animais encontrados lá não existem em nenhum outro lugar do mundo. 
   Madagascar é também chamada de “a grande ilha vermelha”  por causa dos seus solos avermelhados, ruins para a agricultura. 

    Por ser tão remota, Madagascar só foi povoada por seres humanos nos últimos 2 mil anos, o que é recente na história da humanidade. Os Malagasy, como são chamadas as pessoas que nascem na ilha, são descendentes de povos da Indonésia, que atravessaram o oceano Índico e vieram parar em Madagascar. Povos árabes e africanos chegaram mais tarde e também fizeram contribuições importantes para a cultura da ilha.

    A costa leste de Madagascar era território de piratas até que os franceses colonizaram a ilha, no final do século XIX. A independência veio em 1960 e hoje Madagascar é um estado democrático. 

   Madagascar é um dos países mais pobres do mundo. A sua economia se baseia principalmente na agricultura, mineração, pesca e produção de roupas. Um dos produtos mais conhecidos de Madagascar é a baunilha, que vem de uma orquídea e é usada no mundo inteiro pra dar sabor à alimentos. Os grãos de baunilha precisam de pelo menos 2 anos para crescer, o que faz do produto uma especiaria cara.Apesar dos preços relativamente altos da baunilha, um Malagasy ganha em média 1 dólar por dia. 70% da população do país está abaixo da linha da pobreza e quase metade das crianças menores de 5 anos sofrem de desnutrição.   

   Aproximadamente 75% das espécies de plantas e animais de Madagascar são endêmicas, o que significa que elas só são encontradas lá e em nenhum outro lugar do planeta. A ilha é morada para alguns animais bem estranhos, como os lémures, os tenrecs (que parecem um porco-espinho), camaleões de todas as cores, a fossa e vários outros bichos. Infelizmente, muitos desses animais únicos e muito raros estão ameaçados de extinção por causa da caça e da destruição das florestas onde eles vivem.