Sejam bem vindos ao site da Semana do Magistério (2010) do Derville Allegretti.

Este site tem como objetivo informar o público interessado no evento que se realizou em Novembro de 2010.

O tema do evento foi “África, em busca de nossas origens”, sendo o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) dos alunos de magistério da EMEFM Prof Derville Allegretti.

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domingo, 31 de outubro de 2010

O ELEFANTE


Dizem que os elefantes nunca esquecem os fatos que marcam suas vidas.
Em 1989, Peter Davies estava de férias no Kenia depois de se graduar na Northwestern University .


Em uma caminhada pela savana ele encontrou-se com um bebê elefante que estava com uma pata levantada, já havio sido abandonado pela sua mãe e pela manada por não poder mais caminhar..

Peter se aproximou muito cuidadosamente, o pequeno elefante estava furioso e stressado.


 Peter ficou de joelhos, examinou a pata do elefante e encontrou um grande pedaço de madeira enfiado na sola da pata.

O mais cuidadosa e gentilmente possível Peter removeu com a sua faca o pedaço de madeira.



Neste momento o elefante, vagarosamente, colocou sua pata no chão e fixou seu olhar diretamente nos olhos de Peter por tensos e longos segundos, que mais pareciam horas....

Peter ficou congelado pensando que seria atacado.

Depois de um certo tempo o elefante fez um barulho bem alto com sua tromba, virou-se e foi embora, provavelmente em busca de sua mãe e da manada.

Peter nunca esqueceu o elefante e tudo o que aconteceu naquele dia.

20 anos depois, mais precisamente em 23 de maio de 2009, Peter estava passando pelo Zoológico de Chicago com seu filho adolescente quando eles se aproximaram da jaula dos elefantes. Uma das criaturas se virou e caminhou para um local próximo onde Peter e seu filho, Cameron de apenas 15 anos estavam.



O grande elefante encarou Peter, como a 20 anos atrás, levantou sua pata do chão e a abaixou por várias vezes emitindo altos sons enquanto encarava o homem. Todos ao se redor correram em desepero pois imaginaram que o forte e poderoso animal pudesse romper a barreira das grades e ataca-los.

Neste momento Peter, segurando seu filho pela mão para que pra que não se amedontrasse, relembrou do encontro em 1989 e reuniu toda sua força e coragem, escalou a grande grade e entrou na jaula.

Andou diretamente até o elefante e o encarou diretamente nos olhos, como que retribuindo o olhar daquele marcante momento na savana.

O elefante emitiu um som alto, Peter sorriu e abraçou-o com a ternura que um pai abraça o filho.

Neste momento o elefante enrolou sua tromba na perna de Peter e o jogou uns 8 metros de distância, diretamente contra a parede e pisoteou por várias
vezes até matá-lo.

Não era o mesmo elefante!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Calau-africano

Ordem: Bucerotiforme
Família: Bucerotidae
Nome popular: Calau-africano
Nome em inglês: Abyssinian ground-hornbill
Nome científico: Bucorvus abyssinicus
Distribuição geográfica: África
Habitat: Savanas e estepes áridas
Hábitos alimentares: Onívoro
Reprodução: 1 ovo é incubado durante 43 dias
Período de vida: 30 anos
 
Exemplos de bicos observados no grupo


Embora vivam em continentes diferentes e não possuam nenhum parentesco próximo, o calau-africano é freqüentemente confundido com os tucanos, aves brasileiras da família dos Ramphastídeos.

Para alguns, a única diferença é que os calaus costumam ser maiores e muitos apresentam uma espécie de “capacete” sobre o bico, cuja finalidade, já que nos machos ele é maior que nas fêmeas, provavelmente é a de atrativo sexual. Também pode ser útil como câmara de ressonância para as longas vocalizações que realiza ou um ponto de equilíbrio para o enorme bico. Aliás, são as únicas aves onde duas das vértebras do pescoço são fundidas em uma única estrutura, para que possam agüentar o peso que carregam.

O que acontece é que estas aves desenvolveram aquilo que os cientistas chamam de “evolução convergente”: necessidades iguais de forma e comportamento acabam por tornar muito parecidos dois tipos de aves que originalmente não tinham nenhuma semelhança. Tanto o tucano como o calau são aves que vivem principalmente de frutas, insetos e pequenos vertebrados, que habitam copas de árvores e nestas costumam andar aos saltos, em regiões florestais.

A diferença é que os Ramphastídeos (tucanos), com aproximadamente 40 espécies, vivem assim na América do sul, enquanto os calaus vivem quase que do mesmo jeito na África e Ásia, com 54 espécies. Até mesmo sua forma de nidificação é parecida, com ninhos feitos em ocos de árvores. O número de ovos dos calaus menores também é igual ao dos tucanos, 2 a 4.
 
O calau-africano é uma das maiores espécies de calau, e nenhum tucano chega perto do seu tamanho, que é de até um metro, e peso de aproximadamente quatro quilos. Diferentemente de outros calaus, ele costuma colocar apenas um ovo, e a fêmea não fica restrita ao ninho durante a incubação. Sua dieta também é diferente, se alimentando mais de pequenos animais do que de frutas na natureza.

Texto de Ricardo Avari
Biólogo da Divisão de Ciências Biológicas

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Pinguins Africanos

 Pinguins em pleno continente africano só pode ser coisa de cinema,não é mesmo?

Pois fique sabendo que na costa sudoeste da África habitam os pinguins africanos, espécie considerada "vulnerável" na lista de risco de extinção. 


 Os pinguins africanos habitam o litoral de alguns países no sudoeste do continente, onde o inverno é rigoroso, como por exemplo na África do Sul.

Seu nome cientifico é Spheniscus demersus. Spheniscus é o diminutivo da palavra grega spen, que se refere ao formato triangular de seu corpo quando nada, enquanto que demersus é uma palavra latina que significa mergulho.


 

O pinguim africano tem cerca de 68 centímetros de altura e pesa de 2 a 4 kg. O macho da espécie geralmente é um pouco maior do que a fêmea e o filhote costuma ser diferente por possuir penas na cor azul-cinzento. Apesar de os filhotes serem muito parecidos, nenhum se perde dos pais, pois cada pingüim tem uma voz diferente; os pais podem encontrar seus bebês entre centenas, apenas pelo som de suas vozes. 


 Os pinguins não sabem reconhecer o sexo pela aparência, por isso usam de um artifício para encontrar sua companheira. Levam uma pequena pedra no bico e jogam em frente a outro pingüim que esteja sozinho.
Se for macho, quem jogou a pedra leva uma grande e agressiva bicada. Se for fêmea e mostrar indiferença é porque é comprometida ou ainda não está preparada para o acasalamento. Mas, se recebe uma reverência é porque encontrou sua companheira. O macho, então, faz também uma reverência e o par estica o pescoço para selar sua união. Aproximadamente 80 a 90% dos casais permanecem juntos, alguns até por 10 anos, só acontecendo a separação no caso de má reprodução. Por serem monogâmicos (único parceiro sexual durante toda a vida), o mesmo casal geralmente retorna ao mesmo local de seu primeiro ninho, a cada ano. Vivem em colônias lotadas de pinguins, mas cada um tem seu próprio ninho, que é preparado em conjunto pelo casal, pode ser cavado no chão ou colocado entre pedras. 

 Os pinguins africanos vivem de 30 a 35 anos.
Curiosidade: Pinguim é uma ave que não voa, mas é excelente nadadora. Pode nadar a uma velocidade de 7 quilômetros por hora e se mantém submerso até 2 minutos. Quando na caça de presas, o pingüim Africano pode alcançar a velocidade máxima de perto de 20 km / h.


Após terem sido vítimas de derramamento de óleo na costa da Namíbia, país vizinho, os animais receberam cuidados da Fundação Sul-Africana de Conservação de Aves Litorâneas e tiveram o peito pintado. A tinta facilita a identificação dos animais em trabalho de monitoramento.